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A FRANÇA E DEUS

CAPÍTULO 4




As Revoluções



Não sei se devemos dizer feliz ou infelizmente, mas pela sua pertença, pela sua dimensão, e pela sua posição velha na Europa, sem dúvida igualmente por seu clima moderado e uma geografia física vantajosa, a França frequentemente serviu de exemplo para numerosos povos. É suficiente de resto olhar quanto ainda hoje, o turismo internacional visita o nosso país, para perceber sem estar a tirar para aquilo do orgulho, o interesse que simboliza no mundo. Para uma maioria deos há bases culturais, o seu interesse para o conjunto da Europa é extremamente natural, mas devemos continuar a ser concretos e interrogar-nos porque a França é visitado mais que os nossos vizinhos como a Alemanha ou a Inglaterra ?

Após o desaparecimento progressivo do império romano, e a queda que se seguiu para uma maioria da Europa, foi do reino honesto, e em especial por Charlemagne, que nasceram estruturas cristãs estáveis que iam durar até aos nossos dias sobre uma grande parte da Europa. Mais parentes denós contudo, mas não menos perceptível pelos nossos vizinhos directos, assim que uma grande parte do mundo colonisé por esta velha Europa, foi a revolução de 1789.

Está efeito incontestável, “é a Revolução francesa que devia ver formular, primeira vez, a ideia de uma revolução, social de carácter comunista, no âmbito da Conspiração do Iguais 1". Precursor tanto de outros movimentos devido ao mundo, permitiu a síntese de certo Karl Marx, principal motor da revolução Soviética de 1917. É porque vamos tentar definir o contexto de análise deste homem assim nós servir como guia de reflexão.


1 ) Conspiração do Iguais : Conspiração dirigida por Babeuf contra o Directório em 1796 e 1797. A conspiração foi denunciada e os seus instigadores foram guilhotinas.


Contrariamente ao nosso vizinho a Inglaterra, cujo direito tivessem começado desde vários séculos “que soltassem do lastro” para uma monarquia parlamentar, a monarquia francesa tinha-se fechado no absolutismo, do qual Louis XIV foi o apogeu. Após a revolução, este absolutismo sofreu uma regressão certamente de 1790 para 1792 seguidamente de 1815 para 1848 em proveito de uma monarquia constitucional, mas fez nunca o passo completo para parlementarisme que conduz à evolução “ do rei soberano ao povo soberano “.

As monarquias parlamentares são o fruto de uma longa mutação durante a qual o poder absoluto do monarca gradualmente é conquistado pela burguesia. Iniciado por esta que instaura Parlamentos para limitar o poder real, este sistema político, criado na Inglaterra, serviu de modelo todas as às monarquias européias. Hoje, o rei tem apenas um papel mais ou menos simbólico, é a emanação do poder popular que fixa o seu destino.

Na Inglaterra, país considerado o berço parlementarisme e a referência das monarquias parlamentares, a mutação começou a partir do século X. Lutas incessantes e às vezes violentas entre o poder real e o do Parlamento, terminaram por aproveitar à este último. O deslize das competências do soberano para o povo fez-se de maneira progressiva, assegurando assim a perenidade do sistema no qual o poder real é reduzido à sua mais simples expressão.

Esta estabilidade fez da Inglaterra o estado em mais adiantamento de todas as nações européias, no que diz respeito à “revolução industrial”, mas qual foi o benefício para as classes laboriosas? Da campanha onde viviam mal porque explorados por proprietários terrestres que dependiam  directamente, estas classes indispostas tinham passado à cidade, num elemento ainda mais hostil aos pobres. O pouco de terra da qual tiravam de antemão um mínimo de sobrevivência no caso de fomes, tinham ficado inteiramente dependentes deo que lhes dava trabalho num capitalismo nascente, mais organizado defender o lucro que as acções sociais.

O problema que colocava a rapidez do crescimento urbano na Inglaterra foi sublinhado dramaticamente por uma epidemia de cólera em 1832, ainda que a epidemia era às vezes igualmente mortífera nas campanhas. As novas cidades industriais eram concentradas sobre muito pequenas superfícies, porque todo o mundo ia trabalhar à pé. Na cidade, a superfície da qual dispunha cada um era em função da sua situação económica. Muito a pequena fracção da população que possuia do terreno, sem dúvida menos de cinco para - cem numa cidade algodoeira, ocupava frequentemente cinquenta para - cem da superfície total. A população laboriosa vivia onde fábricas, estradas, canais, seguidamente caminhos de ferro, permitiam-lhe o.

O resultado era sórdido: ao XIXe século, as cidades apenas eram fumadas e puanteurs, e custadas caro em alugueres e vidas humanos aos seus habitantes. Uma casa conveniente podia pedir a um trabalhador especializado o quarto do seu rendimento, e raras eram as famílias que não podiam nunca o oferecer-se. Também, taudis multiplicaram-se ao centro das cidades, “ninhos à corvos “de Londres, adegas Liverpool e de Manchéster,” a China “ de Merthyr Tydfil, ou ainda de novos tipos de habitações “regionais “de acordo com a imaginação dos proprietários e spéculateurs, desde os alojamentos “lado a lado” Yorkshire até às minúsculas “ uma peça cozinha “e aos apartamentos” tripas, que protegiam 70 para cem das famílias de Glásgua para 1870.

As condições de alojamento eram más, o sistema sanitário pior ainda. Aos citadinos mais fáceis podiam criar comissões responsáveis adução de água, os esgotos, da iluminação das ruas e voirie, mas ao detrimento dos seus vizinhos mais pobres. Bem frequentemente, as águas residuais de um novo bairro das classes médias escoavam-se nos pontos de água que utilizava a população operária.

As condições muito deviam-se e muito desiguais, para uma grande maioria da população, e isto fez dizer aos contemporâneos de Toynbee de acordo, com Karl Marcos, que até em 1848, a industrialização capitalista não tivesse melhorado a condição das classes laboriosas.

Esta progressão teria existido se a burguesia inglesa tivesse sido perfeitamente justa, e tivesse utilizado a sua potência instaurar parlementarisme, assim fazer aproveitar todos os estratos sociais. Não era infelizmente assim e as classes dominantes comportavam-se como a monarquia contra a qual calafetavam, perante as classes laboriosas que exploravam.

Foi igualmente o caso na França! Porque nnós, como em qualquer outra parte do ocidente, bourgeois eram já activos, ricos e potentes à média idade. Ainda que no nosso país à dominante católico, a ContraReforma tivesse asfixiado a burguesia por quase dois séculos, o XVIIIe século tinha-se limitado o ranimer, esperando a sua ressurreição completa ao XIXe século. Mas bourgeois deste tempo era um ser extremamente diverso, e é bom distinguir vários tipos. Havia primeiro o para que a burguesia era um título e não uma função: o accionista, “bourgeois de Paris “por exemplo, cuja actividade económica continuava a ser nula. Era espinhoso constatar que as duas fórmulas “viver noblement” e viver “bourgeoisement”, que tinham o ar se opôr, significavam todos os viver sem estar a trabalhar.

Havia seguidamente a burguesia dos serviços, proprietários de despesas, que constituia uma das clientelas da monarquia e que era alienada ao sistema. Estes bourgeois, “oficiais” eram de boa vontade imóveis e conservadores, engourdis no passado amoureux eles também dos seus privilégios e não toleravam outro movimento que o das opiniões.

Uma terceira categoria agrupava os médicos, os advogados, todas as profissões liberais. Aqueles apoiavam-se apenas bastante pouco sobre as instituições e sobre o dinheiro. Distinguiam-se diferentemente: pela sua independência e pelas suas competências. É entre eles que Diderot bateu a recordação para recrutar a sua “burguesia enciclopédica”.

Por último o quarto grupo, era o das profissões comerciais: Os mestres e os mercadores, os que fabricavam e os que vendiam, mas que confundia-se geralmente, que não ultrapassam do quadro da pequena empresa; os que produziam sobre uma escala mais vasta, e sobretudo os negociantes, que realmente ligar ao circuito das trocas, formavam uma burguesia mais dinâmica e já que conquista, mas onde ele não é necessário ver único com precaução os antepassados dos nossos capitalistas.

Destas quatro categorias bourgeoises, as duas estreias eram inactivas, e só o último desempenhava um papel essencial na economia.

Contrariamente ao seu potente homólogo inglês que tivesse podido bater-se único contra a monarquia, a possibilidade “da fraca” burguesia francesa, foi não ser única. Se encontrar cumplicidades apesar dos antagonismos, o lado dos privilegiados, possuia (apesar de outros antagonismos) “uma clientela” no povo das cidades.

O mundo do trabalho do XVIIIe século, não tinha certamente mesmo uma aproximativa unidade, nem a sombra de uma consciência de classe. O menos livre entre os trabalhadores eram “os companheiros”, que vinculavam os regulamentos da corporação e que viviam sob o tecto mesmo do seu proprietário, numa proximidade que se tornava rapidamente uma solidariedade, assim não uma dependência. Os trabalhadores que trabalhavam nas manufacturas das grandes cidades podiam talvez esboçar, pela única virtude do seu ajuntamento, uma vaga consciência prolétarienne. Mais les plus indépendants et les mieux armés étaient les artisans, qui travaillaient chez eux pour le compte du marchand ou du négociant et qui faisaient quelque fois figure de petits patrons en réunissant autour d'eux quelques compagnons. O artesão não era sujeitado menos “ aos capitalistas “dos quais dependia ao mesmo tempo para a matéria prima e para o mercado comercial. Únicos seus instrumentos de trabalho pertenciam-lhe limpos.

O ódio e a luta teriam sido possível entre o trabalhador e bourgeois, porque enquanto ao curso do século ascendeu o rendimento bourgeois, o poder de compra popular não cessou de reduzir-se. Mas a natureza e as causas de tal contraste impediram-o degenerar e alteraram o conflito virtual um outro em conflito.

As dificuldades ou as misérias do trabalhador não tinham tanto à fraqueza do salário que ao preço dos géneros. Durante longos anos, a taxa do salário residiu uma constante, e o trabalhador esqueceu-o para deixar-se fascinar pela variável cuja subida ou baixa encomendou vicissitudes da sua existência : a curva dos preços, e em especial a do preço do pão. Era a despesa primordial que devorava à ela só a metade do rendimento operário. A consequência foi que pensou-se menos muito a reclamar um aumento do salário (reivindicação que teria oposto o trabalhador ao seu empregador bourgeois) que exigir uma tributação dos preços, que desviou a cólera popular para o aristocrata proprietário das terras, beneficiário da renda feudal e accapareur dos grãos.

A falta de unidade e consciência colectiva do povo das cidades foi aubaine para a burguesia. Aqueles mesmos cujo trabalho explorava tornaram-se os seus paradoxalmente aliados. O aristocrata assim tinha-se tornado o inimigo comum: inimigo do camponês que contava, inimigo bourgeois do qual impedia o ascensão e a consagração, inimigo por último do trabalhador das cidades, que tornava-o responsável do aumento dos preços. De modo que o contraste seja absoluto entre as estruturas da sociedade, que era muito ao serviço da aristocracia, e a dinâmica social, onde todas as forças convergiam, directa ou indirectamente, para uma progressão bourgeoise.

Contrariamente à burguesia inglesa que perseverava de longa data fazer alavanca de qualquer seu peso entre as diferentes classes superiores para fazer-se o seu lugar ao sol, a burguesia francesa friamente reanimada era confrontada no mercado internacional com a sua grande irmã outre-manche. Era envieuse dos privilégios obtidos por esta, mas não residia mais demasiado fraca para obter rapidamente estas mesmas prerrogativas.

É bem como ainda que a consciência bourgeoise condenava o estilo de vida aristocrático para a sua esterilidade, a sua despesa ostensiva, existia também uma consciência aristocrática para decidir que bourgeois eram estar mais rotineiros do mundo, unidos às suas tradições e os seus prejuízos, desprovidos muito ao mesmo tempo de actividade, sensibilidade e imaginação. E quando bourgeois “chegava” ou fazia-se anoblir, era para proibir imediatamente outros o passo que acabava de cruzar. Ninguém era então mais intransigente que ele para demonstrar que a desigualdade das condições era requerida pelo progresso ou pela existência mesmo de qualquer sociedade.

1789, a fim de chegar seus fim, este burguesia ainda demasiado pouco potente próprio, limagem que diz Archimède, dá um ponto de apoio e levantarei a terra, ia tomar apoio sobre o povo para levantar toute-puissance real. Este apoio ia no entanto voltar-se contra ela, porque de um movimento pré revolucionário no qual “os cadernos de queixas 1 “não afirmavam em nada a abolição do direito, esta burguesia reencontrar-se-á ao primeiro dia seguinte perante uma revolução popular único ela terá  todas as penalidades do mundo a gerir a o seu favor.


1) Cadernos de queixas: Sob o Antigo Regime, documentos nos quais as diversas assembleias consignavam as queixas e os desejos que os seus representantes deviam alegar na hora estados gerais.

O povo que por efeito de grupo se deixa ir justificar os seus mais baixos instintos para com seus persécuteurs, baixa-se reproduzir que condenava os os outros!

Da corrente filosófica nascida de uma outra parte de própria, já tinha aparecido um início de consciência colectiva do povo, e em especial alguns “ sem-cuecas 1“parisienses, embora estes continuem a ser minoritários em número em relação muito à uma grande parte paysannerie. Este paysannerie dos quais fala-nos Michelet 2 quando evoca o camponês francês na sua miséria (“deitado sobre o seu estrume, pobre Trabalho… “), não tinha sem dúvida não falta de chamar a atenção para a precariedade do destino da maior parte dos camponeses franceses: os que, do jornaleiro sem terra manœuvrier parcellaire ou medíocre métayer, entravam na categoria que chama-se paysannerie “consumidor “. Para estes, o XVIIIe século não teve nada gloriosos, e o aumento dos preços dos quais aproveitou paysannerie “vendeuse” pesou pesadamente sobre este mundo de consumidores.


1) sem-cuecas: Révolutionnaire que pertencia às camadas mais populares e que levava à este período uma calças de burel à listras.


2) Michelet: Grande Historiador francês (Paris 1798 - Hyères 1874).


A corrente filosófica do XVIIIe tinha atingido apenas  classes bourgeoises, porque a nobreza desejosa ao mesmo tempo para conservar os privilégios ligados ao absolutismo da monarquia, contudo teriam gostado de adquirir direitos que parlementarisme ter-lhe -ia trazido, sem certamente estar a perder nenhum das suas vantagens. É assim que a Revolução foi por conseguinte o facto “dos privilegiados “, nobreza e burguesia, cuja consciência política tivesse-se afiado ao contacto da filosofia, doravante bastante próxima do governo para conhecer as fraquezas e para haver.

Até em 1788, quando produziu-se o grande divórcio entre as ambições concorrentes da nobreza e a burguesia, a luta contra o absolutismo foi o facto “dos corpos 3“, apoiados ao tribunal pelas cabales e efectuados na frente da opinião pelo grande corpo híbrido Parlamentos, muito unidos numa oposição comum  “despotisme ministerial”, o adversário em princípio qualquer, mas com efeito solitaire.

Na luta contra o absolutismo, a acção dos privilegiados tinha encontrado um aliado paradoxal na filosofia das Luzes 4, no entanto inimigo mortal “dos corpos”. Tanto quanto “à tradição” religiosa, os filósofos, com efeito, eram opostos “aos privilégios “políticos e sociais,” precedentes “,  “tradições “,” usos “, mas sobretudo como” distinções " e vantagens injustificadas e abusivas. Mas não o eram menos ao poder arbitrário; e seus déclamations, para além do clima de revolta que contribuíram para criar, forneceram à cada grupo as armas limpas a defender os seus interesses específicos. O número e a potência dos privilégios eram tais que nenhuma acção parcial não parecia mais poder reduzir o número ou a nocividade.


3) Corpo: Partes do Estado cujos membros não são elegidos, tal os Grandes corpos o Estado, Tribunal de Contas, administrações, justiça…


4) Filosofia da Luz: Filosofia partidária de ideias novas ao dix-huitième século, sinal precursor da revolução de 1789.


A reorganização indispensável não podia por conseguinte vir “dos corpos” eles mesmos para os quais a vantagem cada um era ligada à existência de vantagens análogas para os outros, qualquer que fossem além disso as invejas e os despeitos que eles  levavam-se reciprocamente. A natureza mesmo do poder absoluto impedia-o destruir estes “corpos”, dado que era por eles que reinava sobre o conjunto da população. 

Na impotência da autoridade tradicional e a impossibilidade de conduzir a um largo consenso, o regime revelava-se incapaz de reformar-se ele mesmo pelos meios legais e pacíficos. Esta monarquia absoluta metida no marasmo das guerras coloniais além disso tinha conduzido as caixas do estado ao sobrendividamento, mas tinha sido apoiada nesta dimensão per capita da igreja que mantinha-o na idolatria das ideias da antiga monarquia, o direito divino era de uma certa maneira, cito: a chave de abóbada; oint do Senhor, o rei thaumaturge, o rei é um personagem consagrado, uma imagem do pai.

Como cada um sabe, este conjunto que explode ia encontrar a faísca que poria o fogo às pós, para dar 1789; 1789 e a sua revolução. Uma revolução que, para a maioria de hoje alguns anos após a sua saída dos estudos, permanece apenas uma vaga recordar de 14 de Julho e a tomada Bastille, no entanto durou dez anos. Dez anos durante os quais, para além do malogro do sistema, de importantes evoluções de sociedade iam ver o dia, e de acordo com o observador daria diferentes correntes de ideias devido ao mundo nas gerações seguintes, até a hoje.

Após a declaração dos direitos do homem e o cidadão, e a destruição féodalité todos os efectuados a partir de 1789, a venda dos bens nacionais confiscados ao clero, permitiu a revolução bourgeoise por esta expropriação maciça que tocou perto do décimo do território nacional, unir-se por relações extremamente fortes o grupo deos que vive-se, ao fogo enchères em 1790 e 1791, aproveitar “aubaine”.

Consolidação de um lado, fractura do outro: a nacionalização dos bens eclesiásticos foi inseparável fonctionnarisation que empreendeu a Constituição civil do clero, votado o 12 de Julho de 1790.

Estes mesmos em dias em Paris, apesar da chuva e, impréparation (paliado pelo trabalho voluntário de milhares de cidadãos) e sobretudo o juramento sem calor de Louis XVI, a festa da Federação (14 de Julho de 1790) foi a manifestação final de uma Revolução que queria crer ainda à sua perfeita unanimidade.

Por esta nova Constituição civil do clero, de bispos e curés que têm-se tornado funcionários elegidos no âmbito das novas divisões administrativas, duram emprestar o juramento cívico, o que não arranjou a coesão. A hostilidade do papa Pie VI, a sua condenação formal “jureurs 1“em Abril de 1791, introduziu uma irremediável falha num mundo revolucionário que se esforçava de salvaguardar o mito da unanimidade nacional. Esta fractura devia, nos meses e os anos próximos, ser de grande importância numa opinião popular da qual o factor religioso foi um elemento de polarização.


1) Jureurs: Denominação dos padres que, nessa época, duram emprestar juramento à Constituição civil do clero.

Um ano atrasado, a cena tinha alterado: que a iconografia revolucionária apresenta-nos à data do 17 de Julho de 1791 que range em recordação da Federação, é fusillade do Campo de Março. Animados pelo clube dos Cordeliers 2, os requerentes parisienses reclamavam a degradação do rei. Bailly, presidente da câmara municipal de Paris, o Fayette, encomendando a guarda nacional, fez proclamar a lei marcial e tirar contra os manifestantes (révolutionnaires de um outro bordo): a fractura ia revelar-se definitiva entre a revolução popular e certa revolução bourgeoise.


2) Clube dos Cordeliers: Clube revolucionário fundado em Abril de 1790 tinha por líderes Danton, Marat, Desmoulins, Hébert, Chaumette. Desempenhou um papel decisivo na destituição da monarquia e desapareceu em Março de 1794, aquando da eliminação dos seus partidários por Robespierre. 

Era lançado ia fazer o seu caminho, contre-révolution efectuado pelas forças que apoiam a monarquia e o clero por um lado, e além disso, gauchissement do processo, nque poderíamos chamar, “ a derrapagem inevitável “de uma manipulação para com o seu autor. A burguesia que tivesse tomado o povo como ponto de apoio, ia por conseguinte verificar que para levantar uma carga, qualquer ponto de apoio deve ser mais potente que a carga própria, e geraria obrigatoriamente uma revolução popular se servisse-se-se do povo. Foi o caso!

Além por conseguinte da mutação que ia viver esta revolução bourgeoise, mais importante para a história da França, e muitas outras civilizações talvez, passou-se actualmente à nível mesmo do povo. De uma população que não tinha ainda consciência de própria alguns anos, ver para alguns alguns meses anteriormente, o povo ia adquirir uma noção de importância que ia construir-se pelos fundamentados.

Todo o dinamismo popular renovado encontrou com efeito no contexto de 1791 e 92 dos quadros onde inserir-se: o desenvolvimento dos clubes e sociedades fraternais cobriu então a França de uma rede às vezes espantosamente densa de sociedades populares. A Paris, o clube dos Cordeliers, onde falavam Danton e Marat, ultrapassava, pelo seu recrutamento mais popular, o clube do Jacobins 3, que continuava a ser, então, mais fechado. À esta data, pode-se dizer que já qualquer parte das massas urbanas mais politisées, démystifiées, tivesse entrado na luta: que chamará-se “o sans-culotterie” elaborou-se por conseguinte entre estes anos 1791 e 1792.


3) Clube do Jacobins: Constituído primeiro em Versailles pelos deputados da região, instalou-se no convento do Jacobins em Paris. Privada portanto dos seus membros moderados como o Fayette e Sieyès, esta organização passou às mãos révolutionnaires mais radicais chamados Montanheses, porque sentando sobre aos degraus de bancada mais elevados, e foi dominada pela personalidade Robespierre. Estes Montagnards, mestres do poder em 1793, impuseram uma política salvação de público chamada TERREUR. Dividido em três períodos principais, este “Terreur” saldou-se pelo aprisionamento cerca de de 500.000 suspeitos, 40.000 dos quais cerca de foi guilhotinas. Foi principal o período político déchristianisation, de controlos económicos pelo estado e a redistribuição dos bens dos suspeitos aos pobres. Nas suas últimas semanas de poder, suprimiu as garantias judiciais aos acusados, e terminaram com a queda Robespierre, do 9 Thermidor (28 de Julho de 1794).


Na revolução que interessa-nos, uma manipulação outra que a da burguesia ia no mesmo tempo déjouée, a do rei. Apesar do seu juramento feito ao povo o 14 de Julho de 1790, e o exemplo que tinha então da Inglaterra, muito em mais adiantamento que a França no que diz respeito à monarquia constitucional seguidamente parlamentar, isto não ia impedir Louis XVI entêter de regular-se o conflito pela maneira forte. Montou secretamente uma evasão da França com o objectivo de reformar um exército a partir de um grande número de oficiais já emigrados no estrangeiro. Esta foi parada à Varennes-en-Argone do 20 e 21 de Junho de 1791, e quase dois anos após os primeiros conflitos, foi portadores das primeiras aberturas ao espírito republicano.

Pobres os comportamentos receosos deste rei, mais atraído pela serralharia que pela gestão do estado, iam com efeito produzir uma inversão das motivações revolucionárias para a destituição do direito em proveito da república, que até então não era encarado mesmo. Estes novos dados acentuaram-se durante o verão 1791 pela intervenção dos soberanos estrangeiros, de Imperador e rei de Prússia, que lançaram uma chamada à coalição monarchique para restabelecer Louis XVI na sua soberania.

Deu então na política do pior, e como para justificar-se junto dos seus assaltantes aceitou uma monarquia constitucional, e forma em Março de 1992 um governo dito Girondins devido à origem de um bom número entre eles. O 20 de Abril declarou a guerra ao rei da Boémia e da Hungria, e encontrou-se ainda mais justificado que primeiros os compromisso foram desastrosos para um exército francês em cheia mutação, desorganisada pela emigração dos seus oficiais.

Menos esperada, pelo menos nas suas formas, a sua amplitude e a sua maturidade, foi a reacção popular à esta situação nova. Meioimprovisou, o dia do 20 de Junho, em que os manifestantes parisienses invadiram sem sucessos Tuileries, préluda à uma mobilização mais grave. De província chegaram “das secções” que pedem a degradação do rei, incluindo famosos Marseillais vindos defender a capital e a pátria, que a assembleia proclamou    “em perigo” o 11 de Julho.

Estas condições foram então cegamente portadoras contrarévolutionnaire que fez corpos com o general chefe dos exércitos prussiennes e austríacos, Charles de Brunsvique. Este lançou o seu famoso ultimato o 25 de Julho, ameaçando entregar Paris à uma execução militar e subversion total no caso de infracção à família de Louis XVI, que fez efeito oposto e produziu a queda do direito.

Guarda-se frequentemente a imagem da tomada Bastille como a imagem chave da revolução prolétarienne ou ainda as barricadas Faubourg Santo-Antoine. Ele oubli então este momento crucial que foi a tomada de consciência do desafio contra este exército prussienne, vindo de um povo que tivesse limpado muitas das derrotas nos cinquenta anos precedentes, em hostilidades efectuadas no entanto por bandos aguerries.

Neste momento crucial onde a perturbação estava por toda a parte, o frente da burguesia revolucionário cindiu-se ao contacto de um movimento popular. De força segundo que era, o movimento populiste passou ao primeiro plano do dinamismo revolucionário. O 10 de Agosto, estes tomaram de assalto Tuileries, abandonados pela família real, após uma mortífera batalha contra os Suíços que defendiam-o. A assembleia votou a suspensão do rei, a reunião de um novo Componente, “uma Convenção”, cuja eleição far-se-á ao sufrágio universal: Prelúdio simbólico à uma revolução democrática.

Não é necessário não procurar dissociar as duas imagens sobre as quais terminou esta fase da Revolução: Valmy et les massacres de septembre, qui sont là comme pour démontrer que rien de réellement bon et équilibré ne peut sortir d'une révolution. 

A batalha de Valmy, o 20 de Setembro de 1792, quebrou a ofensiva prussienne em Champanhe: correcção inesperada após as primeiras derrotas, compromisso medíocre diz-se, se realiza-se-se ao número de mortes; mas o jovem exército francês à metade improvisado, sem experiência do fogo, tinha forçado à reforma temíveis os bandos prussiennes; a nível das ideias, era a Revolução que acabava de bater o Antigo Regime europeu.

Para dar datas, recordam por conseguinte que o 21 de Setembro de 1792 a monarquia é abulida, o 22 a república é proclamada.

Oh! É evidente que não tinha ainda orgulhoso andamento, esta república muito controversa, que estava distante se é necessário como hoje em dia no coração dos franceses ou quase, porque era para mais pobre, palavras que compreendiam apenas à metade, tão mais ricos havia já toda a perda dos seus privilégios.

No recenseamento dos seus participantes activos, a Revolução permaneceu com efeito um fenómeno de minoria activa. Nas secções de Marselha por exemplo, às empurrões mais maciças de participação popular não conduziram nunca mais do quarto adultos masculinos do bairro às assembleias de secções, que seja ao verão 92 ou a primavera federalista de 93. Se passasse-se ao recenseamento “militantes” verdadeiros, o grupo activo reduzir-se-ia ainda mais. Desta elite revolucionária das fisionomias começaram contudo a destacar-se, uma mentalidade revolucionária esboçou-se, seguidamente o fosso preencheu-se entre as massas revolucionárias e os heróis do drama.

Na sua maioria o povo francês não era ainda perto de assumir de uma parte política, mas uma primeira pedra contudo era posta, e o importante é certamente o valor que representou então esta primeira pedra no coração dos mais humildes. À que começou fazer-lhes tomar consciência da sua dimensão de homem, “do Sr.”, que todos, porque todos eram chamados “cidadãos”.

Qualquer progressão, sobretudo em matéria de comportamento colectivo, não se faz geralmente num dia, e “não se obtem nada deo que resulta do progresso humano, com a aprovação de todos. Os que apercebem a luz antes os os outros são condenados de prosseguir-o apesar os os outros “como dizia-o, ele mim parece, Christophe Colomb e porque não Jésus, Christ. Se uma parte bourgeois for fundamentada apenas seus próprios convoitises, outros eram conduzidos grande sincérité, que pode dos nossos dias aparecer como puérile alguns.

A imagem que dava Mathiez do mestre de forja franc-comtois Louvot, fabricante jacobin que levava os seus trabalhadores votar por a Montanha ao som do clarinete, aquando das eleições da Convenção, encontraria sem penalidade número de homólogos. Houve por exemplo os irmãos Duval, vidreiros de Montmirail, que corriam à cavalo os mercados à cabeça dos seus trabalhadores para taxar o grão. Esta tributação do preço dos géneros e em especial a do pão, era um dos temas essenciais da reivindicação Enragés1 de 1792, que exprimiram melhor as aspirações populares. É por isso que, não é necessário todos os realizar-se à uma condenação inequívoca da classe bourgeoise, porque muito entre si eram sinceros e fundamentados aos bem todos. Não obstante as condições de uma luta das classes de tipo moderno não eram realizadas num mundo, em boa parte, précapitalista.


1) Enragés: Factions de militantes mais extremistas sem-cuecas parisienses.

Além desenvolveu-se, com efeito ao fio da subida do dinamismo revolucionário até em 1794, uma agressividade crescente contra o rico, à cidade como à campanha, julgados no seu egoísmo aquando “Terreur”. É por isso que, devemos recordar-se que: “ As revoluções são apenas parênteses da história, e recreiam geralmente após um tempo mais ou menos longo sistemas próximos deos cuja queda precipitaram”. Cada um no seu fanatismo, nascido convoitises demasiado frequentemente justificados devido mau ao comportamento dos mais ricos, reencontrava-se reproduzir que tivesse combatido.

Contre-Révolution ou revolução popular por conseguinte, aquilo não tem talvez uma real importância, porque a consequência é muito outra, e é sem dúvida o que com efeito todo o valor ainda hoje devido ao mundo. O povo, o pequeno povo, pelo menos sua parte mais evoluida, começou tomar consciência que tinha da importância, que pesava na balança e no entender de Deus, mesmo se fosse apenas à sua saída do Egipto.

Até tinha vivido lá apenas na sombra do grandes que idolâtrait frequentemente como pessoas “superiores”, mas começou então medir a noção da sua existência. Não diremos tanto quanto esta idolatria do homem “superior” não existiu mais desde, mas recebeu então primeira a verdadeira flecha, porque a ideia que faz o seu caminho, cada vez mais o homem superior mais não foi chamada único de governar e não dominar. É extremamente felizmente que reencontramos cada vez mais, no estímulo dos nossos governos actuais, mas também que devemos esperar para o futuro, sem nós satisfazer “de grandes homens” às grandes “aparências”.

Alterou, e que devemos reter como mais importante com o retrocesso que temos, é o nascimento deste novo olhar sobre eles mesmos que puderam ter todos os milhões de homens no povo nesta época e aquelas vir.

Sem este retrocesso, e se aprofundarmos ligeiramente ainda, correríamos o risco de tirar uma síntese idêntica à de certo Karl Marx sobre que o nosso olhar levará cedo.

O bom número de jornaleiros agrícolas que tivessem colocado todas as economias na compra de pouca terra, frequentemente mesmo de má qualidade, começou a dar-se conta que tivessem caído numa armadilha. Cada um tinha querido ser proprietário, e a maior parte tinha corrido após a independência e a felicidade, abandonando o lucro certo que procurava-lhes o seu trabalho nos agricultores, mas não encontrou único a miséria. Para outros em contrapartida, ricos bourgeois que “se tivessem empenhado” pela compra em abundância das terras (clero, seguidamente bens nacionais), ia-se reencontrar-o atrasado sete anos, em 1799, à véspera do 18 Brumaire (9 de Novembro), que ia ver o golpe de Estado de um Bonaparte primeiro consul, agrupar-se sob o slogan “ Necessito um rei, porque sou proprietário “.

Sra. de Staël a nota sem ternura, mas não sem humor: “ A grande força dos chefes do Estado na França, é o gosto prodigioso que se tem para ocupar lugares [… ]. Todo o que distingue um homem de outro é particularmente agradável aos Franceses; não é de nação à quem a igualdade convenha menos; proclamaram-o para tomar o lugar dos antigos superiores; queriam alterar de desigualdade… “.

Esta revolução que não terminava, ia encontrar em Bonaparte a que lhe era necessário para concluir. Mas, qual conclusão para os que iam analisar os resultados! Olhem ligeiramente!

O bonapartisme criou com efeito o poder pessoal, amálgama de tradição monarchique e de simulacro democrático. Primeiro consul governou e reinou à maneira de um soberano iluminado que concedeu ao facto realizado da Revolução, de cercar-se de formas republicanos, mas criou assim uma situação extremamente ambígua. A atitude progressivamente monarchique do seu poder, o restabelecimento de uma vida de tribunal, desde o Consulado até proclamation do Império hereditário e a coroação, todo foi certamente matérialisation de um sonho de poder absoluto que vai até a cobrir às formas de uma dominação universal, e reanimar archaïsmes; Napoléon tomando-se para um novo Charlemagne.

Proclamation do Império e os perpétuos reforços do poder pessoal foram contudo tantos meios para consolidar os acervos da Revolução na França e para desafiar Contre-Révolution europeu. Sacre, nesta perspectiva, interpreta-se menos como um mascarade em redor de um chegado, que como um acto político singularmente audacioso pelo qual a Revolução ia retomar as suas próprias armas aos seus adversários.

As muito liberdades no entanto foram retomadas, a liberdade de expressão foi brutalmente reduzida; no início de 1800, de 60 de cada 73 jornais parisienses são suprimidos, e os sobreviventes não duram publicar uns artigos “contrários ao pacto social, à soberania do povo e gloire dos exércitos” e, vários entre eles “o Monitor” ou “o Jornal dos debates” foram folhas “inspiradas” pelo poder imperial.

Mas Napoléon, muito rapidamente, foi mais adiante muito. Teve a definir uma elite social e política sobre uma base que não foi nem a da nobreza feudal « não sobre as distinções do sangue, o que é uma nobreza imaginária, dado que há apenas só uma raça de homens, dizia! ”, nem a da riqueza, “ cujo não se pode fazer um título, de todas as aristocracias, aquela parecia-me-se mais pior », dirá o Imperador à Santa Helena, sempre que tem tido, ou finge ter, que as diversas formas da fortuna, móvel ou imobiliária, aumentavam pelas suas origens do voo e o rapine.

O génio do trabalhador no entanto de saber empregar os materiais que tem sob a mão, as famílias antiga houve contudo, porque sua “fortunas muito feita” e a sua influência duram ser postas ao serviço do governo, que não era bastante rico para pagar todos.

Os fundamentos da aristocracia imperial foram por conseguinte o mérito pessoal e “o serviço” prestado ao Estado. É assim que proclamava “A nossa época é a do mérito; é necessário deixar os fios dos camponeses montar por talentos e serviços à primeira fila… Por toda a parte onde encontrei o talento e a coragem, criei-o e pus ao seu lugar. O meu princípio era ter a carreira aberto aos talentos. ” Assim nascerá uma nobreza “histórica” e  “nacional”, substituindo aos pergaminhos “as bonitas acções, e os interesses privados os interesses da pátria”.

Napoléon vive por conseguinte na criação de uma aristocracia de um tipo novo, da mesma maneira que na instituição de um Império hereditário, não uma reacção ou uma traição ao respeito da Revolução, mas, pelo contrário, uma consolidação da ordem nova. “A instituição de uma nobreza nacional não era contrária à igualdade” para ele; estava “eminentemente liberal e limpa à vez consolidar a ordem social e destruir o vão orgulho da nobreza”. Era uma destas “massas de granito” que propunha-se lançar sobre o solo da França para sentar definitivamente a república. Numa mistura, que estava bem na sua maneira autoritária, a afirmação dos princípios e o cinismo da sua execução, encontrou na temperamento dos Franceses a justificação de uma nova escala de títulos: “ Necessitam distinções, porque é com argolas que efectua-se os homens”.

A partir de 1804 e até em 1808, ou seja proclamation do império até ao decreto sobre a organização da nobreza imperial, a política social Napoléon desenvolveu-se com maior complexidade, incluindo a Legião de honra própria num sistema completamente hiérarchisé. À cimeira: A família Napoléon Bonaparte. Em redor deela, “ uma organização do palácio imperial conforme com a dignidade do trono e a grandeza da nação”. Percebam: Um Tribunal ao qual Napoléon atribuia para função, contudo bem mal preenchida, de dar o tom à sociedade francesa oferecendo o exemplo, à cimeira da fusão das elites. À primeira fila dos grandes oficiais, dezoito maréchaux cuja sua promoção significava ao mesmo tempo, primeiramente todo o preço unido pelo Imperador nos títulos adquiridos ao campo de honra, e secondement a importância que atribuia ao exército como instrumento de elevação social.

Aquando da criação dos primeiros títulos nobiliaires em 1807, fez por exemplo maréchal Lefebvre, duque de Dantzig intencionalmente, porque diz: “Este maréchal tinha sido simples soldado, e todos em Paris tinham-o conhecido sargento às guardas francesas”. O único facto de pertencer à Legião de honra conferia o título de cavaleiro, mais baixo na escala. Os serviços civis encontraram a mesma coisa seu lugar e as suas recompensas, nos alguns 1500 titulares, cavaleiros excluídos, criados em oito anos: Talleyrand tornou-se príncipe Bénévent aos lados de um Berthier o príncipe Neuchâtel; Fouché deveu-se Otrante ou Gaudin duque de Gaète entre tanto maréchaux-duques; às filas de Conde e de barão, os prefeitos, os presidentes da câmara municipal, os conselheiros gerais, os elevados funcionários misturaram-se aos generais.

É à nível da organização da nobreza imperial que situaram-se aos aspectos mais equívocos da legislação social napoléonienne. Muito preocupado, com efeito, de pôr “seu” nobreza em estado de apoiar quanto às aparências a concorrência da antiga aristocracia, e conduzir à uma fusão dos elementos, o Imperador o princípio inegavelmente transgrediu da igualdade civil e reintroduziu na França traços féodalité idênticos aos precedentes. Foi o que surgiu nomeadamente da herança dos títulos nobiliaires, da criação de grandes feudos hereditários com substituição do domínio e transmissão do título aos fios aîné, da distribuição de dotações em rendas, da instituição dos majorats sobre a iniciativa do governo ou sobre o pedido dos particulares, em outros termos de propriedades de família inalienáveis destinadas a garantir ao herdeiro de um título de nobreza uma fortuna suficiente para honrar este título, etc. Ainda é necessário observar que o título o mais abundantemente possível concedido, o “de barão”, não era hereditários; que o de cavaleiro podia ser atribuído sobre simples justificação de um rendimento de 3.000 francos por ano; que os feudos e dotações geralmente eram retirados dos reinos vassaux, por conseguinte em terra estrangeira.

O destino da população em contrapartida, não verdadeiramente tinha alterado.  O êxodo rural ainda não começado, como era o caso na Inglaterra, a população das cidades representava apenas quinze à vinte para - cem. Os oitenta e cinco para - cem por conseguinte, continuaram entasser nas planícies e as montanhas. A miséria de certos distritos rurais surpeuplés foi um fenómeno então mais importante que o da miséria urbana dos trabalhadores, num tempo onde a revolução industrial era apenas no seus começos.

Os camponeses tinham desejado, com paixão e às vezes com fúria, liberar-se da a exploração feudal e seigneuriale, o peso do dîme, o champart e outras taxas. Sobre este ponto, parte deles tinha obtido apenas uma satisfação meramente verbal. A denominação das taxas com efeito tinha desaparecido do vocabulário, mas não a realidade económica para todos os, métayers e agricultores, que eram obrigados tomar terra à arrendamento. A legislação revolucionária, do Componente à Convenção e o Directório, em efeito, tinha deixado, na prática, o proprietário-arrendador livre de introduzir nos contratos, cláusulas de majoração que transferem ao seu lucro a carga representada pelas taxas citadas. Esta situação que tem-se combinado com um movimento de aumento contínuo fermages cujo valor era ligado ao movimento do preço dos grãos, só o proprietário, e não o empresário, por conseguinte tinha sido beneficiário da sua abolição. O historiador Albert Soboul (1914-1982), sublinhou estes factos em qual a burguesia dos proprietários, citadinos ou rurais, consolidou ao seu lucro féodalité sob uma forma económica, consequências do apoio dos elementos fáceis do terceiro estado que conceberam sempre, consciente ou não, a Revolução como uma transferência ou uma extensão de privilégios para novos privilegiados.

Acrescentem àaquilo que, sob o Consulado e o Império, o regresso de diversos emigrados sobre o que permanecia-lhes das suas terras e a restauração do prestígio do clero desenvolveu as nas campanhas, particularmente o Oeste e o Sudoeste, numa atmosfera de reacção, uma ameaça surda reféodalisation, uma pressão moral do châtelain e curé. Mantiveram, em campanhas que pediam apenas a viver sob um regime conservador, um fermento de agitação revolucionário que as únicas aparências da autoridade napoléonienne não foram suficiente aliviar. Outros elementos de descontentamento, cujo regime foi ele mesmo a fonte, vieram de resto aigrir os pequenos proprietários como a inquisição fiscal que foi a fonte de perturbações locais, nos países de vinhedo pela percepção dos novos direitos sobre as bebidas, assim único uma total dureza do colector de impostos na cobrança da contribuição fundiária. Era corrente que fizesse-se pagar em serviços ou natureza os interesses dos atrasos no pagamento das contribuições ou que recorda pelo envio de destacamentos militares mais más as lembranças do Antigo Regime.

É evidente que a imagem da revolução francesa e a sua evolução directa para “a ditadura” do primeiro império Napoléonien que recebe-se sobre os bancos da escola, assemelha-se apenas ligeiramente ao resumo muito da boa obra remetida em bibliografia, que faz bem surgir as repercussões sociais, além perpétuas guerras. Há assim as correntes de pensamentos que puderam receber a frio certos observadores contemporâneos desta época, unidos à resultados demasiado hâtifs e concretos. Certamente já temos abordado a fundamental tomada de consciência do povo e da sua dignidade de homem, em relatório à do simples “empregado” sempre mais doméstico, mas foi ocultada largamente por objectivos de uma burguesia mais preocupada de empenhar-se, que de liberar o povo.

A filosofia já rico ao XVIIIème século de ideias utópicas, não ia por conseguinte continuar a ser remota das análises e conclusões a tirarem desta grande lição de história e de civilização. Se não se tivesse passado nada de particularmente concreto durante séculos para alimentar estas correntes de pensar, havia lá, matéria à grandes reflexões.

O limpo do filósofo, o seu carácter idealista da teoria desenvolvida, torna-se de uma fragilidade superior à média, se sente uma aposta em prática oposta aos seus ideais, indo até a justificar aos limites da sua própria teoria.  Digo-o por adiantamento a fim de poder acusar demasiado de uma grande precipitação de análise os diversos filósofos apenas nós citarei, mas pelo contrário para que ninguém não o julgue nos seus ideais, e o accablent da inteira responsabilidade das revoluções que iam nascer. Conflitos tais que acabavam de viver eles mesmos não eram talvez sem ter estado a marcar-o estado s. Se representamos-nos o número de mortes, executados friamente por o único motivo de riqueza ou pertença à uma classe social, penso que é simples que uma maioria entre nós que não viveram eles mesmos de tais atrocidades, julgar facilmente o que queria instituir leis de um ideal humano. Sem dúvida muitos dos os nossos contemporâneos confrontados quase diariamente pelas suas actividades, ao contacto de tal miséria humana, sonhar-o-ia facilmente também que qualquer aquilo para-se um dia. Mas não é lá o limpo do homem procurar a melhoria das suas condições de vida? Não é ligeiramente neste objectivo que somos conjuntos? No entanto, não sendo capaz de alterar-se ele mesmo, e cada um diferente do outro, o homem pode um universo realmente construir-se ideal à sua própria dimensão?

Para não citar único alguns destes filósofos, nomeavam-se Santo Simon1 ou Hegel2. O primeiro, embora “de um parentesco” bastante afastado, vá dar nascimento ao nosso partido socialista francês actual, tão segundo, a sua obra ia ser o mais importante na corrente de ideias à qual ia aderir certo Karl Marx 3 assim como o seu amigo e companheiro de trabalho menos conhecido Engel 4.


1) Saint-Simon: (Claude Henri de Rouvroy, Conde), filósofo e economista franceses (Paris 1760-1825). Ele tomado parte à guerra da independência americana e no início da revolução francesa quebrou com o seu estado nobiliaire. Baseando-se numa religião da ciência e a constituição de uma nova classe de industriais, procurou definir um socialismo planificador e tecnocrático (catéchisme dos industriais 1823-24), que teve uma grande influência sobre certos industriais do segundo império.


2) Hegel (Friedrich), filósofo alemão (Stuttgart 1770-Berlim 1831). A sua filosofia identifica ser-o e o pensamento num princípio único, o conceito; deste último, Hegel descreve o desenvolvimento através da dialéctica, da qual faz não somente um método racional de pensamento, mas a vida mesmo do conceito e a sua história. Ele deve-se: a fenomenologia do espírito (1807), a ciência da lógica (1812-1816), princípio da filosofia do direito (1821).


3) Marx (Karl), Filósofo, economista e théoricien do socialista  alemão (Trèves 1818-Londres 1883) nascido de um pai advogado Judaico, convertido ao protestantismo por temor do anti-semitismo. Inspirando-se junto à dialéctica de Hegel, criticando ao mesmo tempo a sua filosofia da história, descobre a crítica da religião em Feuebach, o socialismo em Saint-Simon e a economia em Adam Smith. Elabora assim progressivamente “matérialisme histórico”, ou seja a teoria científica de qualquer ciência social (Tese sobre Feuebach, 1845; a Ideologia alemão, 1846; Miséria da filosofia, 1847). Entrado em contacto com os meios operários, redige com Friedrich Engels o Manifesto do partido comunista (1848). Expulso da Alemanha seguidamente da França, refugia-se na Grã-Bretanha, onde redige as Lutas de classes na França (1850), Fundamento da crítica da economia política (escrito em 1858; editado em 1939-1941) e lança as bases da sua grande obra, o Capital. Em 1864, é um dos principais líderes do 1re Internacional e dá-lhe o seu objectivo: a abolição do capitalismo. Para Karl Marx, a história humana descansa sobre a luta classes: o proletariado, se quer fazer desaparecer a exploração da qual é vítima, deve organizar-se à escala internacional, apreender-se do poder e, durante esta fase (ditadura do proletariado), abulir as classes elas mesmas, o que conduzirá a fase ulterior, em que o estado apagar-se-á de ele mesmo (o comunismo). A doutrina de Marx foi baptizada contra a sua vontade Marxisme.


4) Engels (Friedrich), théoricien socialista alemão (Barmen, hoje integrado em Wuppertal, 1820 - Londres 1895), amigo de Karl Marx. Escreve a Situação da classe laboriosa na Inglaterra (1845), onde elaboram-se algumas ideias marxisme. Redige conjuntamente com Marx, a santa família (1845, a ideologia alemão (1845-46) onde lança as bases matérialisme histórico, e o Manifesto do partido comunista (1848). Ataca as teses de E. Dühring noDühring (1878), e analisa matérialisme dialéctico (a Dialéctica da natureza, 1873-1883; publicado em 1925). Assegura a publicação do Capital após a morte de Marx. Prossegue a reflexão histórica marxisme na Origem da família, a propriedade do Estado, (1884). Está ao centro da criação do segundo Internacional.

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